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Museu do Negro abre espaço para a arte amazônica em exposição de acadêmicos da Unifap

Mostra reúne diferentes linguagens e interpretações sobre a Amazônia, valorizando saberes, memórias e elementos da identidade regional

Por José Marques Jardim - SEMCOM/PMM

Fotos: Ana Clara Maciel

O Museu de Artes, Cultura e Memórias Negras de Macapá recebeu, nesta quarta-feira, 3, a exposição “Onde as Experiências se Cruzam? Fluxo de Saberes em Artes Visuais nas Amazônias”, uma mostra que convida o público a mergulhar nas múltiplas expressões artísticas inspiradas pela riqueza cultural e pela diversidade da região amazônica.

A exposição reúne obras produzidas por acadêmicos da pós-graduação em Culturas Políticas da Universidade Federal do Amapá (Unifap), que exploram diferentes técnicas, materiais e perspectivas para retratar vivências, memórias e identidades ligadas à Amazônia.

Fotos: Ana Clara Maciel

De acordo com a diretora do museu, Sarah Cardoso, a mostra apresenta criações livres que dialogam entre si por meio de uma temática comum. “É uma exposição que reúne elementos amazônicos em diferentes linguagens artísticas. Embora cada obra tenha sua própria identidade, todas convergem para a valorização da cultura e dos saberes da Amazônia”, destacou.

Madeira, cipós, metais e outros materiais característicos da região foram utilizados pelos artistas para construir obras que traduzem aspectos do cotidiano amazônico, transformando referências locais em expressões visuais marcadas pela criatividade e pela sensibilidade.

Para a curadora da exposição, Cristina Machado, a proposta evidencia a pluralidade de olhares sobre a Amazônia sem perder a essência do tema central.

Fotos: Ana Clara Maciel

“Cada acadêmico interpretou o conceito da exposição a partir de suas próprias experiências e referências. O resultado é um conjunto de obras que dialogam entre si e revelam diferentes formas de enxergar e representar a Amazônia”, afirmou.

A mostra permanece aberta à visitação no Museu de Artes, Cultura e Memórias Negras, nesta quinta-feira, 04, oferecendo ao público uma oportunidade de conhecer produções contemporâneas que refletem a riqueza cultural, social e simbólica da região amazônica.