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Prefeitura de Macapá debate projeto de valorização da memória afro-indígena na Praça Barão do Rio Branco

Iniciativa propõe musealização, janela arqueológica e elementos de reconhecimento histórico no espaço público em reforma

Por Emislene Uchôa - Secretaria Municipal de Comunicação Social

Foto: Ana Clara – Semcom/PMM

A Prefeitura de Macapá realizou, nesta segunda-feira, 20, uma reunião na sede do Executivo Municipal para debater propostas de valorização da memória afro-indígena no projeto de revitalização da Praça Barão do Rio Branco. Durante o encontro, foram discutidas a importância do sítio arqueológico do Amapá e da presença negra na formação histórica do município, aspectos que, segundo o grupo de trabalho, não haviam sido contemplados no projeto de revitalização iniciado na gestão anterior.

A proposta apresentada prevê a musealização da praça, com a implantação de elementos que demarquem a presença ancestral da população afro-indígena no centro de Macapá. Entre as sugestões estão a instalação de uma janela arqueológica, ações de paisagismo, referências simbólicas, como o cachimbo, além de frases do ladrão de marabaixo e de poetas negros do Amapá, conduzindo os visitantes pela história.

O projeto busca integrar memória, arte, educação e turismo, transformando o espaço em um ambiente de reconhecimento histórico e de valorização da cultura negra e indígena. A Praça Barão do Rio Branco está em reforma e, durante as escavações realizadas no local, foram encontrados novos objetos arqueológicos, reforçando a relevância histórica da área.

Ao avaliar a proposta, o prefeito Pedro DaLua destacou a importância de garantir que moradores e visitantes tenham acesso à história do município por meio do espaço público revitalizado.

“Concordo plenamente com o projeto e fiquei muito feliz com isso. As pessoas que vierem visitar terão o que contar quando saírem daqui e os amapaenses poderão conhecer a própria história”, afirmou o prefeito Pedro DaLua.

Prefeito Pedro DaLua | Foto: Ana Clara – Semcom/PMM

A praça carrega parte significativa da memória de Macapá. Antes de se consolidar como espaço público, a área integrava a antiga Vila de Santa Engrácia, território associado à presença de populações negras e indígenas que contribuíram para a formação histórica, social e cultural da cidade.

Representante do grupo de trabalho, padre Paulo ressaltou que a iniciativa representa um passo importante para reconhecer a ancestralidade e preservar a memória das comunidades que viveram no centro da capital.
“É uma praça que vai garantir a memória, a ancestralidade e a vida de pessoas negras e indígenas que moraram no centro de Macapá. Elas serão valorizadas. Macapá e o povo negro merecem”, declarou padre Paulo.

Padre Paulo | Foto: Ana Clara – Semcom/PMM

Durante o encontro, também foram discutidos os caminhos para implantação do projeto, considerando a necessidade de alinhar as propostas apresentadas ao andamento das obras de revitalização da praça.

Ao final da reunião, o prefeito acatou a proposta, e a implementação deverá ser conduzida pela Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), em conjunto com o Grupo de Trabalho de Reparação Histórica e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Estiveram presentes na reunião representantes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (SEMOB), do Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), do movimento negro e o Grupo de Trabalho de Reparação Histórica do Amapá.

Com a medida, a Prefeitura de Macapá reforça o compromisso de valorizar a história local, preservar a memória ancestral e promover espaços públicos que reconheçam a contribuição da população afro-indígena para a identidade do município.