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Prefeitura de Macapá promove escuta para construção da política municipal de Educação Escolar Quilombola

O momento fortalece a construção de diretrizes educacionais voltadas à valorização dos saberes ancestrais, da identidade cultural e dos territórios quilombolas.

Por Louise Dias - Secretaria Municipal de Comunicação Social

Foto: Lívia Nascimento – Semcom/PMM

A Prefeitura Municipal de Macapá (PMM), por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com o Conselho Municipal de Educação de Macapá (CMEM), realizou nesta quarta-feira, 18, no auditório da Semed, a Reunião Técnica Ampliada com a Oitiva da Comunidade para a Educação Escolar Quilombola. O encontro reuniu representantes das comunidades quilombolas, gestores, educadores, estudantes, famílias e instituições para ouvir demandas e contribuições que irão subsidiar a elaboração da Resolução Municipal de Educação Escolar Quilombola.

De acordo com a subsecretária de Gestão Educacional da Semed, Elioenai Lazame, o momento representa um marco para a educação municipal por priorizar a escuta das comunidades antes da elaboração do documento normativo.

“Estamos priorizando ouvir as vozes de quem está nos territórios, das pessoas que fazem parte dessas comunidades. Jamais podemos criar uma política pública sem ouvir os principais interessados. Este é um momento histórico para a rede municipal porque não estamos construindo algo de cima para baixo, mas a partir da base, assegurando o respeito à identidade e à ancestralidade das populações quilombolas”, destacou.

Subsecretária da Semed, Elioenai Lazame. | Foto: Lívia Nascimento – Semcom/PMM

Durante a programação, os participantes apresentaram contribuições relacionadas aos desafios e potencialidades da educação quilombola no município, fortalecendo o diálogo entre poder público e comunidade.

Representando os gestores escolares quilombolas, o diretor da Escola Municipal de Ensino Fundamental Joanna Santos, Fabrício Santos, pontuou a expectativa da construção de um documento que contemple as especificidades de cada comunidade.

“A expectativa é que desse processo surja um documento normativo que compreenda as particularidades das comunidades quilombolas e permita que as questões culturais sejam trabalhadas dentro das escolas com respeito, alinhadas às ações pedagógicas. Este é o primeiro encontro, mas esperamos que outros momentos de diálogo aconteçam até a conclusão do documento”, afirmou.

Diretor da EMEF Joanna Santos, Fabrício Santos. | Foto: Lívia Nascimento – Semcom/PMM

A participação das famílias também marcou a reunião. Representando os pais de alunos, Elida Katrine, destacou a importância do espaço para apresentar demandas relacionadas ao fortalecimento de projetos voltados à identidade quilombola e ao desenvolvimento das escolas localizadas nos territórios.

“É muito importante que possamos apresentar nossas necessidades e contribuir com propostas para melhorar a educação dos nossos filhos. Tenho certeza de que esse momento de escuta vai trazer avanços e melhorias para a escola e para os estudantes quilombolas”, disse.

Representante de pais de alunos, Elida Katrine. | Foto: Lívia Nascimento – Semcom/PMM

As contribuições coletadas durante a oitiva servirão de base para a construção da resolução municipal, que deverá orientar ações voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira, ao fortalecimento da identidade quilombola e à promoção de uma educação mais inclusiva, equitativa e socialmente referenciada.

Foto: Lívia Nascimento – Semcom/PMM